palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
domingo, 2 de novembro de 2014
em fogo assim vive...o coração
arde-me uma dor no peito que deita
chama, que inflama, sangra e definha
fantasma que estrebucha está à espreita
que retira a esperança q' do amor vinha
mas de tão pouco serve o sofrer assim
em lágrimas se debulha... o olhar meu!
nas horas inquietas que passam por mim
vive a saudade daquele amor q'era só teu
doença maior, só esta eterna saudade
magia nesta m' longa e solitária travessia
onde o recordar-te é bem que me acaricia
nossos sonhos ficarão para a eternidade
e esta dor no peito... irei senti-la ainda?!
palavras se esgotam, mas a dor não finda.
natalia nuno
rosafogo
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
pensamento...
Olhamos as coisas ao nosso redor, vamos direccionando o olhar até ao infinito...será que elas nos olham também, mas não conseguem manifestar-se?
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
minhas mãos...
olho as minhas mãos, fiadas de rosas
e de memórias que pulsam no papel
efervescentes de segredos, tão nossas
laboriosas, trazendo-as à flor da pele
são m'nhas mãos estremecidas de amor
dois ramos debruçados sobre o muro
q' vestem meus versos de saudade e dor
sonhos... onde eu sempre me aventuro
mãos que tudo dizem de mim, as penas
e saudade que escrevem de madrugada
versos em pedaços, lembranças pequenas
fardo de lágrimas, sentida dor e saudade
mãos que de ilusão me trazem enganada
adivinhando nas linhas futura tempestade
natália nuno
rosafogo
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
pequena prosa poética...POESIA
Vedes
o tempo como voa, e a estrada do céu aberta, anda o coração alerta, não venha a
dor e lhe doa, de monte em monte em bando ou solitário, sempre se encontra
um ramo uma fonte uma gota de orvalho... virá depois o amor para um tempo melhor!
Adoro flores e pássaros desde menina...e a Poesia é minha sina... dela ninguém e nada me priva, enquanto fôr viva, no meu peito soa inteira, mentirosa ou verdadeira, vive paredes meias comigo, suspira quando eu suspiro, não há nada que nela mude ainda que do meu chorar se ria, riu-se de mim ao nascer, anda comigo desde esse dia...a mim mesmo já me perdi, num labirinto que é jogo, mas sempre nela senti, companhia que não rogo....a meio da vida a avistei e nunca mais a larguei! Com ela invento sonhos, levo meus olhos ao tempo da felicidade, desperto os rouxinóis que vivem em mim, sinto-me uma gazela dominando este mundo que é meu...
Adoro flores e pássaros desde menina...e a Poesia é minha sina... dela ninguém e nada me priva, enquanto fôr viva, no meu peito soa inteira, mentirosa ou verdadeira, vive paredes meias comigo, suspira quando eu suspiro, não há nada que nela mude ainda que do meu chorar se ria, riu-se de mim ao nascer, anda comigo desde esse dia...a mim mesmo já me perdi, num labirinto que é jogo, mas sempre nela senti, companhia que não rogo....a meio da vida a avistei e nunca mais a larguei! Com ela invento sonhos, levo meus olhos ao tempo da felicidade, desperto os rouxinóis que vivem em mim, sinto-me uma gazela dominando este mundo que é meu...
natalia nuno
rosafogo
sábado, 25 de outubro de 2014
dói a ausência...
apagaram-se os ecos,
do fumo triste emergem feridas
choros de quem a ausência chora
saudade sobeja
e os dias não passam
sombrios, tristes,
como dor que se abraça,
quando a alma chora
ausência, mal que nos derruba
deixa a vida espavorida
rouba o bem que temos
por ventura ou por desgraça
o tempo passa e não passa
e lá se vai a mocidade
o futuro hirto
o corpo cansado
o rosto enrugado
na alma a saudade
acata-se o destino,
e quando anoitece
lá se foi a graça, logo
amanhece para limpar o pranto
por quem se anseia tanto.
natalia nuno
rosafogo
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
versos d'água...
Lembranças vão e voltam
como as ondas do mar
a um ritmo alucinado,
assim a tua vida na minha
é como um verso abandonado
o coração em versos d'água
e a mágoa sempre mais forte,
uivando como o vento norte...
Lembranças morrerão comigo
em silêncio, em meu abrigo,
são agora minha fuga, o
valor que me resta
na solidão desamparada
outonal melodia
aos meus ouvidos assobiada
a noite as aproxima
eu as canto numa rima
Lembranças refrescam a mente
do que ficou ausente
têm o odor a alfazema intensa,
trazem à memória o que o tempo
roubou, são a ponte entre o passado
e o inesperado,
numa saudade imensa
poeta sou num verso as engendro
são meus sonhos ardentes
caudal da minha memória
são estrelas na noite, cadentes
são pássaros em meus olhos
voando por entre lírios de solidão.
Trago a poesia p'la mão, nas
lembranças que arrebato de mim
onde quer que esteja, pra onde me vire
só elas e o tempo a partir...
tudo o que a vida deu e não deu
nesta viagem a que me dou
sou chão sem flor...já lembrança sou.
natalia nuno
rosafogo
confesso-me...
confesso-me... nestas linhas ardentes
nosso amor não cristalizou pouco a pouco
prende-me a ti julgando ser amor q'sentes
é na volúpia da m' paixão que ficas louco...
no momento vi em ti homem enamorado
candidamente me entreguei e sem receio
- logo ali nosso amor julguei eternizado
doce o morrer de desejo que em ti ateio.
mas, meu coração é flor que já definha
esqueço até de mim, teu amor é sina minha
como o sol que traz ao meu dia claridade...
resta o cofre das cartas d' amor guardadas
com promessas e juras por ti inventadas
que são o riso e o pranto da minha saudade.
natalia nuno
rosafogo
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