- nada nos livra do punho dos dias, arrasta-nos com golpes de cansaço, e o sorriso que parecia nunca esmorecer, envelheceu, quanta luta inútil, triste ignorância, agora longe dos sonhos, um peso constante é, sentir o pulsar do tempo com desespero... o sonho ou talvez a paixão, o medo e a loucura sejam a cega destruição... a tua voz, alguma vez me confortou, esta recordação feroz fere-me o coração, agora a vida é esperar, esperar por algo estranho que vamos aceitando com a mesma ciência que ensinou a viver, o silêncio cresce, na almofada cruzam-se as memórias de momentos partilhados, agora de paz... restam os lençóis desolados.
natalia nuno
.jpg)

.jpg)
%20409.jpg)


