palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
domingo, 4 de setembro de 2016
ansiedade...
minhas pulsações são dum ser vivo...vivo, mas que vive às vezes na obscuridade, na solidão daquelas páginas de penumbra onde mora a saudade, ouvindo um sopro que me chega dum poema indizível com o qual procuro renovar meu sol...
natalia nuno
momentos...II
é na noite que levanto asas nas minhas mãos e olho nas minhas entranhas o mundo de palavras que as faz mover, e aí encontro o enigma do jamais escrito... e nos vestígios que escolho, brota sempre a saudade do instante, de todos os instantes.
natália nuno
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
assim te quero...
assim te quero...apesar da proximidade, morro de saudade...
um sol pequenino desprende-se do teu olhar e vem aquecer a sombra outonal do meu peito,
e num abraço, um delírio percorre a nossa pele,
neste sentimento firme só nós o silêncio e o desejo sedento de mel...
nada se desperdiça deste amor que fala a nossa língua,
que traz o cheiro dos nossos corpos,
a ternura dos nossas mãos,
os sonhos e afagos, num perpétuo suceder....
que dá sentido ao viver!
um sol pequenino desprende-se do teu olhar e vem aquecer a sombra outonal do meu peito,
e num abraço, um delírio percorre a nossa pele,
neste sentimento firme só nós o silêncio e o desejo sedento de mel...
nada se desperdiça deste amor que fala a nossa língua,
que traz o cheiro dos nossos corpos,
a ternura dos nossas mãos,
os sonhos e afagos, num perpétuo suceder....
que dá sentido ao viver!
natalia nuno
sábado, 27 de agosto de 2016
amar-te é lembrança...
amar-te é lembrança,
é guardar o cheiro do alecrim
é abrir os braços, qual criança, a mesma
que inda habita em mim...
amar-te é ouvir música no coração a
pulsar, a cada trinado da passarada
multiplicar nos sentidos perfumes de paixão,
é seguir-te com passos de gazela
numa noite enluarada.
amar-te é sair do vazio que sentia
trazer a fornalha do amor acesa
é como um milagre que se anuncia
sonho enorme, anunciado por mil sóis
é ver na noite crescer rosas e girassóis
e voar à lua colher orquídeas de beleza
amar-te é soltar as alegrias uma a uma
ouvir o tocar das trindades nos campanários
é matar saudades do ventre do passado
tudo inventar...ou coisa nenhuma!
ou será beco sem saída? onde estou
sempre do outro lado, onde só eu amo
e por amor clamo?
e o que me resta é no coração a doçura
são pedaços esfiapados de ternura
é um pouco de incenso a alecrim...
é a criança que inda habita em mim
e este outono que cai ao chão
como a luz duma vela
que se apaga e me desnorteia na escuridão...
natália nuno
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
tão quase nada...
horas mortas, que me abatem um pouco, meus olhos seguem a linha do horizonte, o mar em mim tão quieto, leito onde se abriga a nostalgia e a saudade, que sempre a ele regressa irrompendo a cada instante com a destreza do vento...demoro-me sobre as recordações a rememorar o passado, e na minha cabeça é domingo e há sinos e sinto-me a passear comigo, tranquila, num céu sem uma única nuvem e o mundo a escapar-se de mim...a vida parte, o tempo entristecido, as palavras fracassam, deixam uma chuva de ideias e coisas por dizer dentro de mim naufragadas...
natalia nuno
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
saudades são heras....
abro as gavetas às escondidas e meus dedos leves dedilham memórias, e enternecida recolho palavras debaixo da língua cheias de saudades de tudo que só eu sei...saudades tão grandes que não cabem no peito, respiro fundo e sinto o coração a bater, cada lembrança faz ninho em meus olhos e cura.me da solidão... vim voando desde a Primavera, até que o Inverno me tocou, e poisei no chão da desilusão, morreu-me o tempo dos sonhos, despi-me de papoilas, vesti violetas, esfacelei o riso e agasalhei a saudade que é na verdade, a giesta que desembacia a poeira do meu dia...
natalia nuno
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
delírios...
o amor é tentação, um madrugar no olhar, uma fogueira em tempo de estio, um celeiro de desejos, uma festa pró coração, arco-íris de carinho, o engravidar do delírio...mas sempre prontos a vê-lo crescer dentro do peito! se ao menos de lá não saísse!?... é um jogo de cabra-cega, às vezes vacila não quer amarras, parte e regressa, e acaba por não ficar, incapaz de criar orquídeas ... florescem cardos e lá acaba o sonho, restando a ferida que é difícil de sarar... o desespero não adianta, deve correr-se para um lugar tranquilo, não importa a direcção dos passos, importante é que o caminho seja sempre o de fazer a vontade ao coração...
natália nuno
rosafogo
Subscrever:
Mensagens (Atom)






