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sábado, 15 de dezembro de 2012

NATAL




Ouve-se música na velha catedral
Velas acesas é noite de Natal
O menino é de madeira esculpida
A seu lado o olha sua Mãe Querida.

Recitam-se em voz alta orações
Silêncio, ouvem-se até os corações.

O hino é cantado pelo coro
Os meninos o entoam como um choro
As naves cheiram a brancas rosas
Aquietam-se as almas ansiosas.
Vem do céu toda esta harmonia
A noite é velha e tráz estrela
Ninguém esquece a noite deste dia
Suspensa a hora nos altares da capela.

Há amor
E comoção nos sentidos
Missa do galo redobra o sino
E há calor
Nos corações em Amor envolvidos
Faz-se oração, nasce o Menino.


AUTORA: Natalia Nuno
rosafogo
 
com este poema desejo a todos os amigos que me leêm BOAS FESTAS, QUE TENHAM MUITA PAZ SAÚDE E AMOR...


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

minha alma liberta-se




Minha alma liberta-se
 
Menina de sorriso rasgado,
vestido de veludo
 rendado,
para quem o sonho era tudo
persistência em viver feliz,
doçura e inocência,
agilidade de perdiz...

rosto sardento, cabelos a esvoaçar,
uns olhos abertos para a vida agarrar,
olhos verdes  côr da planura,
no coração amor
no peito ternura.
sorriso travesso,
a face pálidamente rosada,
fresca como  madrugada
que principia,
como água fresca da fonte
que não pára de correr noite e dia.

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no sol da minha lembrança
deambulo na claridade
dum sonho bom,
onde me vejo eterna criança
brincando em liberdade.
e sonho…sonho que é verdade!
e o sonho me consente
que a vida seja menos pungente.
o tempo é erva ruim
que à solidão me condena
levou o melhor que havia em mim
e  já de longe me acena,
mas o sonho o contradiz
e eu sonho e sou feliz.
 
natalia nuno
rosafogo

Fuzeta 10/ 12/2012

 

afectos contidos



Os afectos que não se dão
São como ciclone contido
nasceram para a solidão
num deserto sem sentido

afectos que não se soltaram
como nasceram, morreram
sementes não fecundaram
do doce mel não beberam.

afectos que cedo murcharam
recolheram à obscuridade
os corações não vibraram...

vidas sem nada para oferecer
sem amor, ternura ou amizade
estrelas nascidas para morrer.

natalia nuno
rosafogo
imag-net
soneto de 2001/5

Pelo contrário a imagem é bem uma fonte de afectos generosos,
que fazem com que a vida seja água que corre transparente e doce.

domingo, 9 de dezembro de 2012

no dia que me queiras




meus olhos... côr de avelã
são sagrada herança minha
renovam a côr a cada manhã
nas parras outonais da vinha

trevos de folhas mensageiras
por te amarem  perderam vida!
no dia em que tu me queiras?
serão aurora, por ti renascida

acordará o chão será primavera
pintarei escarlate,bem colorido!
meus lábios febris... de espera.

nova paixão a mitigar.me a sede
coração bloco de gelo derretido
no olhar um amor que não se mede.

rosafogo
natalia nuno
img.net
soneto de 2001/3




 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PERDIDA

Quanta saudade de ler,sentir esse teu coração tão meigo e valente
minha Querida Natalia Nuno.
Tantas vezes a mãe vida já pregou-me momentos assim,
momentos da mais completa perdição,
intantes confusos onde não atinava-me
o que fazer, onde i...
r, o que dizer a mim mesma
e aos meus semelhantes.
Momentos de grande dor, cortante solidão,
onde o único som adível era o bater desesperado
do meu coração.
Mas creio minha amiga querida,
que somos agraciadas com a dádiva da coragem,
baseado n'um carácter que guarda as primicias dos
reais valores do estar-se na vida.
E sobretudo que nada nos é concedido,
exigido em vão, por mais que nos sintamos
feridas e no limbo do nada.
"...Esperança pelo chão espalharei
Na esperança de não me perder
E só eu sei, o que passei,
Vendo os anos a correr.
Levarei saudade pela mão
Enquanto no peito,
bater o coração...."

Ler-te é como estar a beira d'um espelho dágua,
n'uma cristalina fonte, que vejo o reflexo de mim também.
Mil bisous com imenso carinho,
que tenhas dias de muito riso e ternura
entre os que amam-te.

Para Ti a canção da Enya: Journey of the Angels
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

sonhando de novo...




estendo a manteiga,
numa fatia de pão
faço chá, com casca de limão,
os pedaços de pão que levo à boca,
são coisa pouca...
tão pequenos quanto eu.
meu rosto reflecte vários
sentimentos,
estou no céu...no meu céu!
tendo esta saudade presente
de quando era dez réis de gente.

extasio-me diante das brasas
da lareira,
o fumo provoca cegueira,
os olhos fazem arder!
dou uma olhadela ao relógio
e relaxo com prazer...

que quadro realista,
voltar à antiga cozinha...
por mais que o sonho insista
não regresso sem ver os parentes,
que por ora estão ausentes,
irei à horta das traseiras,
onde passei manhãs inteiras
a ver crescer os gerâneos
e as margaridas,
curarei da saudade
e suas feridas.

exala um aroma fresco e amargo
da folhagem que sussurra,
e  meu sonho não largo,
sem uma ponta de amargura.
na saboneteira
resta ainda um pouco de sabão,
o santo na cómoda carunchosa
e é tanto o amor
que meu coração,
fica pregado ao chão...

as vidraças têm os caixilhos negros,
já não ouvem minha voz, nem minhas
aventuras,
já não lhes conto segredos...
por preço algum deixaria de sonhar,
meu rosto fresco e são
cantarolando baixinho,
neste meu amado cantinho
que bela recordação...

Impossível melhor coisa p'ra lembrar..

natalia nuno
rosafogo
imagem da net





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

entre dois corações



falo de mim e de ti,
dos passos que demos,
e se os esquecermos?
coloca um sorriso na boca,
esquece a vida que é pouca,
e se a dor a corroer-nos,
nos fizer sofrer,
nada receies!
vou sempre reconhecer-te
estarei aqui,
não vou perder-te.

a vida sobre nós avança...
passa por nós o tempo,
pisando devagar,
sobre nós se lança,
e arrasta... num longo arrastar.
mas não nos vamos entregar.

porque a esperança?!
ainda nossos sonhos rega,
ainda pinta de verde
nosso olhar,
trazemos sonhos de criança,
numa engrenagem cega,
que não nos deixa parar.
a saudade que tiver
cantá-la-ei nas horas esquecidas
e tudo o que fizer,
será obra das minhas mãos doridas,
às tuas presas,
meu amor de menina...
prisão de ternura
de tempos de face lisa e fina
entontecida...embalada em harmonia
do começo ao fim do dia.

neste poema interrompido,
de onde brotam palavras
que só nós entendemos,
à  nossa volta um mundo em flor,
e só nós sabemos
do nosso amor...

natalia nuno
rosafogo
imagem da net