palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
terça-feira, 11 de setembro de 2012
a vida... um mar imenso!
Transporto a morte nas mãos
o medo trepa no coração
será a morte a sorte?
será ela libertação?
a vida é uma aventura
mal nascemos e é ventura
ou desventura.
Tanto caminho desbravamos
tantos, tantos pensamentos
tanto que nós amamos
momentos de vitória
de desilusão
simbolizam a nossa história
tudo o que sonhamos
e tudo o que foi em vão.
rasurado, neste momento
trago na mente
o passado,
mas o coração sente
e traz nele calado
o sentir
e o medo do porvir.
Dum tempo inimigo,
e eu impotente...já nem
o afugento apenas aguento,
continuo a sonhar
e vou morrendo pouco
a pouco
enquanto o sol brilha delirante
enquanto meu coração fôr da vida
amante.
natalia nuno
rosafogo
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
NASCE O POEMA DA DOR
A dor é um vazio que se sente
Quando não há nada a esperar
Quando a luz da alma não acende
E o coração deixou de saber amar.
Sente-se nas entranhas
doloridas, profundas, estranhas...
Deixando-nos o coração a sangrar
Quando não há nada a esperar.
Nasce o poema da dor
Na esperança de esquecer a morte
O tempo, da vida é senhor!
Sem tempo segue à deriva
a vida, sem rumo,
sem sorte, sem norte.
Difícil é a dor suportar
Quando a vida está presa por um fio
Quando a morte se deixa adivinhar
E na alma se agita o frio.
É tarde para alterar
o caminho a percorrer
Deixo-me no rio da imaginação vogar
E como vela acesa continuo a arder.
Caberá no poema a saudade e a dor
Restará ao Poeta morrer por amor!
rosafogo
natalia nuno
imagem da net.
domingo, 9 de setembro de 2012
sonho de amor
a noite estremece ao redor
da nossa cama,
o amor ainda fulgura,
ainda por nós chama
é grande a ventura,
apesar da memória já obscura
povoa-se de fantasia
enquanto eu sou
e tu és
a minha força, a tua força,
dia a dia.
o fogo é esse,
ainda temos muito prá andar
deixa nos teus braços descansar,
do cansaço que o inimigo tempo
em mim plantou
quero sempre voltar a te ofertar
o amor
que em nós nunca se recusou.
entra a lua pelas frestas
esquecemos o mundo á nossa volta
afecto é o que nos resta
só o tempo me traz revolta.
e o sono sem saber
se deve ou não aparecer
assim nos amaremos
até Deus querer.
natalia nuno
rosafogo
nasce sempre mais uma rosa
Dou valor novo
a cada dia que passa
encontro sempre motivo
no que me rodeia
a tristeza calei-a!
E a alegria de novo se incendei,
soltam-se-me das mãos os queixumes
os dias morrem aos molhos,
de longe chegam pássaros da infância,
Trazendo a incerteza nos olhos.
E eu sinto-me hoje
e a cada dia regressada
vinda nem sei de onde,
talvez do nada
ou de tudo o que me foge
sacudo a cinza da lembrança
fica de novo a descoberto
e no azul do céu leio a esperança
a céu aberto.
Minha alma é um rio
onde a chuva cai generosa
mesmo estando a vida por um fio
no seu solo sempre
nasce mais uma rosa.
natalia nuno
rosafogo
calou-se a saudade
Encerro meu coração
enquanto o sol se esvai
no horizonte...
o corpo fica a descansar num tempo
vindouro,
a tarde é de ouro,
ouço de Deus a mensagem
perco o temor, fica a coragem.
Vêem-me as lembranças
da infância adornada
e crescem em mim as esperanças
que não deixam meu sonho afastar-se
amanhã haverá nova alvorada,
serei toutinegra ou rouxinol
farei do olhar um girassol,
amadurecerão os frutos
cairão folhas pelo chão,
o fim da tarde chegará,
tudo chega ao fim...
a saudade cala em mim!
só o sonho não findará.
natalia nuno
rosafogo
sábado, 8 de setembro de 2012
Quietude

Jamais a morte!
Vislumbro minha estrela do norte
teço-lhe confidências,
também ao mar,
dos caminhos que percorri
das pedras e conchas que galguei
o que na alma senti
tudo o que sei e não sei
e que palpita no meu seio em flor...
falei-lhes de amor,
o que nos braços embalei
e o que em sonhos sonhei,
continuo a olhar a estrela
no céu da minha ansiedade
dia e noite tenho o condão de vê-la,
se a perco por instantes
fica o meu sonho em suspenso
em nuvens de azul infindo.
é grande a liberdade
do pensamento,
ainda que dia a dia a desmoronar,
ouço o marulhar do mar,
seu bulíçio a contrastar
com a quietude que no coração me vai
onde não se ouve um ai!
Um dia amei, amor jurei
amor gigantesco como o sol e a lua
a que meu coração deu guarida
amei e sonhei
e este amor continua
só assim a vida merece ser
vivida!
rosafogo
natalia nuno
domingo, 2 de setembro de 2012
subindo degraus...
cantam os pássaros nas águas critalinas
e o vento traz-me recordações
que chamam do pensamento a atenção
estórias pequeninas
o céu de emoções
o que me diz o coração
sempre o medo me aprisiona
mas vou subindo os degraus
levando o peito reconfortado,
a fé não me abandona,
uns dias bons outros maus
trago o sonho a Deus confiado
sinto o perfume duma fresca maresia
levo direcção ignorada
já avisto o porto a alcançar
o coração em perfeita sintonia
a solidão atravessada,
da vida, o preço a pagar
olho e vejo uma flor
enquanto morre
perdendo o fulgor
negando-se a continuar,
é o tempo de repousar.
natalia nuno
rosafogo
imagem da net
Meus amigos leitores, vou de férias voltarei em breve, agradeço a todos a presença, bem hajam.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





