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segunda-feira, 12 de março de 2012

MEU CAMINHO...MEU DESTINO




Percorro este meu caminho
nem depressa, nem devagar
Nem sei mesmo por que caminho!
Se não tenho pressa em chegar.
Vou num passo vagaroso
Num interminável arrastar
Levo o coração saudoso
Pena não puder ficar.

Sigo um pouco à sorte
Não levo rumo nem destino
Trago o rosto voltado a norte
Sou como o sol... peregrino.
Levo o sonho no olhar
Nos cabelos estrelas de prata
Meu peito é barco a navegar
E no coração raizes que a vida ata.

A minha voz por aí se propaga
Em versos de saudade
Acordados na madrugada
Ansiosos de liberdade.
Versos da minha infância de ser
São a minha fragância, a minha respiração
A combustão...
Para o caminho percorrer.

natalia nuno
rosafogo

ASAS DA IMAGINAÇÃO



Meus dedos aventureiros
como raios duma estrela,
correm velozes como pássaros
perseguidos,
por entre os ramos dos salgueiros.
Desencadeiam tempestades
Onde perco o coração.
A tremer em ziguezagues
A fugir à solidão...
Vão escrevendo  com valentia,
são minha tábua de salvação
onde me agarro dia a dia.

Audaciosos meus dedos
são de mim a valentia.
Nem por sombras têm medos
Escrevem de noite ou de dia.
Enchem-me de tentação
E num gesto quase sensual
Escrevem numa alegria triunfal.
Dilatam-me o peito de satisfação.

Correm velozes como pássaros
perseguidos,
a tarde avança e com ela a saudade.
Presos de melancolia, ficam os sentidos.
De tentação em tentação
escrevem sem sossego
horas a fio...
E se me nego?!
Me olham num desafio.

Meus dedos são sonho embalador
Sonho que não querem quebrar
São um rio sempre maior
Que ao mar anseia chegar.

Dão asas à minha imaginação
São as asas da minha libertação.

natalia nuno
rosafogo

sábado, 10 de março de 2012

COMO INVENTAR SONHOS













Rumo a um porto que não existe
Na esperança de alcançar felicidade
O vento roda ... em levar-me insiste
À lonjura donde me vem a saudade.
Este longo inverno que já não termina
E o frio norte que não traz um sorriso!
Nos meus olhos a neblina
E da infância chega uma doce brisa.

Voltarei ao ar perfumado
da minha gente
À primavera das amendoeiras em flor
Me entrego ao vento fervorosamente
ao seu fragor.
Rompe dos meus olhos a água
No meu rosto a inocência primeira
No coração a mágoa
Que brota  sem fronteira.

Peço à esperança que viva sempre
em mim
Me traga dia a dia uma palavra nova
Um sorriso, um aroma a jasmim
E de estar viva me dê a prova.
Me deixe sentir o êxtase da felicidade
Não me deixe do tempo prisioneira,
ou sofra com sua voracidade.

E os silêncios se farão doçura
neste tempo maduro de viver
A vida me dará uma  mão
cheia de ternura
E o terrível vazio vou esquecer.

natalia nuno
rosafogo

VARANDAS DA ALMA










Florescem os junquilhos,
o tomilho...
A alma tenho em paz
O sol me acaricia o rosto
com seu brilho.
Este sol me concede tranquilidade
Redescubro o silêncio dum céu
E rumo à saudade
vagueio num caminho que é meu.

Há tantos sonhos em mim pousados
Que lembro com exactidão
Tão intensos, tão cansados
Inteiros juntos ao coração.
Meu desassossego se aquieta
neste silêncio em demasia.
Sonho ser menina de rendas coberta
Que abraça sonhos e se delicia.

Tomou-me o sono...
Amanhã brota de novo o entusiasmo
Serei novamente andorinha de outono
Liberta deste marasmo.

natalia nuno
rosafogo

sexta-feira, 9 de março de 2012

FECHO PORTAS À VIDA













Vou até onde o tempo me deixa
Caminho sem saber que me espera
Vou sonhando...sem uma queixa
E ao acordar não existir...quem dera!
Já a moleza me entorpece
Escrevo enquanto da palavra disponho
E a memória não adormece
Escapo aos dias sempre iguais
Sonho...sonho!

Na furtiva madrugada
Faço trovas de improviso
No caminho tortuoso, nesta estrada
sonhar é tudo o que preciso.

Assim vou sobrevivendo
Neste ofício que é escrever
Onde é possível ir morrendo
Sem as lembranças imterromper.
Fecho portas à vida
Com a mesma chave com que as abri
Levo a tarde já tão entardecida
Morrendo como o sol-pôr por aqui.
Enquanto a minha voz se cala
Vem a morte e já me embala.

natalia nuno
rosafogo

quinta-feira, 8 de março de 2012

SERÁ A SAUDADE?



Há uma dor que por dentro
me invade
Me esfria como geada
Será a saudade?
Que me traz assim afundada?
Não chove, mas é Janeiro no meu
coração
Nada me demove, hei-de abrir
e ficar em botão.
Vou bebendo ternura
desde o ocaso à aurora
Grande é a minha loucura?
Que importa se me devora?
Assino a paz com a vida
É ela quem me sustém
Quem o novelo vai desenleando
Ora me levanta, ora me deixa caída
É minha sombra e minha luz também.
E assim vou caminhando.

Mas esta dor há-de voltar-me
numa outra ocasião
Abeirar-se para apagar-me
ou levar-me o coração.

Sou uma foto mal iluminada
De mim já tudo partiu
Resta agora pouco mais que nada
Tudo o tempo destruíu.
Mas eu sei que o sonho sempre nasce
Como o dia pela madrugada
O dia voluntarioso nasce e faz-se
O sonho traz a esperança incrustada.

E a vida fica um pouco mais açucarada
A pele do rosto mais audaciosa
Sinto-me de novo desejada.
Volto a ser botão de rosa

natalia nuno
rosafogo
imagem do blog imagem para decoupage.

quarta-feira, 7 de março de 2012

É DEUS QUE ME AMA



Poesia é minha arte
Minha humilde condição
Espalho-a por toda a parte
Com alma e devoção.
Eu sei que é arte pobre
Mas ainda assim a vou criando
Por ser pobre não deixa de ser nobre
Feita com alma e devoção.
Tendo de DEUS a benção


Ao sentir-me iluminada
Agradeço a DEUS esta chama
Quando me sinto inspirada
Penso que é DEUS que me ama.
Visto minha alma com rendas
Humedeço de lágrimas de pureza
Espero meu DEUS que me entendas!
Da saudade te faço reza.

Este dom que me deste
Quero SENHOR te agradecer
Assim silvestre me fizéste
Sem vaidade quero morrer.

rosafogo
natalia nuno