palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
SONHEI DE NOVO
Vejo pomares de flores e frutos
Talvez seja só miragem
Trago meus olhos enxutos
No rio mirei minha imagem.
E ousei ver-me menina...
Ai... a força que a saudade tem!
Sabendo como ninguém
Que só assim se imagina
Quem saudade tem...
Ali defronte dependurado
Um lençol bordado
a corar
Que vim ao rio lavar.
Já o cansaço me faz dormir
Mas ainda quero ir
À rua que a minha mente povoa
Sentir-me de novo em casa
Ainda que isso me doa.
Perdi a asa!
Sinto-me menina intrusa
Meu sonho novo me arrasa
E arrasa minha musa
É este o lugar que me deu vida
Onde tanta vez vi o sol nascer
E sonhar como flor esquecida
Nas sombras do adormecer.
Tantos dias matinais
Tanto rosto já esquecido
O silêncio... dos que não
voltam mais,
deixam-me o coração
p'la dor possuído.
Sento-me ainda agora no sonho
a repousar
Vai anoitecer, já arrefece...
E eu na soleira da porta a ver a lua chegar.
Não! Não me vou afastar!
O chamamento da terra
me aquece,
em labaredas de saudade.
Talvez ainda a esperança regresse
e possa voltar à idade,
Áquela que o tempo,
não me arranca da lembrança.
natalia nuno
rosafogo
domingo, 19 de fevereiro de 2012
REBELDE O PENSAMENTO

Meu pensamento vai onde quer
e às vezes me faz tremer
Não tenho como dominar
É como um corcel
que parte à desfilada
nem me deixa manifestar.
Sobrepõe-se à minha vontade
e assim me acomodo... essa é a verdade!
Acorda dentro de mim o passado,
e lembra o que quero ver adiado.
Traz-me a saudade que me queima o peito,
essa saudade de criança
que ás vezes irrompe como um desejo,
sem jeito...
Deixa-me ir ou ficar na lembrança,
largo este mundo dos crescidos,
esqueço meus dias já vencidos.
Correr o caminho
que sei de cor e salteado,
passar o açude do moinho
levar a água p'las canelas
redobrar as cautelas,
ser senhora do meu nariz
e com natural inocência, ser feliz.
Desta feita
meu pensamento não se deita!
Me deixo neste denaneio,
passam-me p'la cabeça, coisas e loisas
da minha gente, da terra o cheiro,
entranhado no seio...
quando dela me abeiro.
Trago na alma esta luminosidade
Fruto da criança que sinto saudade
Enquanto ao coração convier
Seja o que Deus quiser!
rosafogo
natalia nuno
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
POESIA QUE SOU

A poesia é a minha infinita
liberdade
Onde falo de vida , de morte
de alegria de tristeza
Falo de tudo um pouco à sorte
Falo da saudade
Do amor e sua beleza
A força me surge do pensamento
E sofro porque escrevo sentimento.
A poesia é o meu chão
o meu espaço
Esqueço até da vida as dificuldades
É a minha ilusão,
O fogo da minha imaginação
O meu cansaço
O rumo das minhas saudades.
A poesia é o meu desejo,
a minha ansiedade
A minha realidade,
O meu sonho incompleto,
A minha terra o meu céu
A poesia sou eu!
A poesia é o ar que respiro
Que guardo nos confins do coração
É a minha ambição
Por ela deliro.
E eu sou toda inquitação
Se não me sai na perfeição!
A poesia dorme sobre o meu peito
Eu a sinto a toda a hora
Com ela me realizo e deleito
Estará comigo até ao destroçor
da memória.
rosafogo
natalia nuno
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
SOU POETA, TRAGO ILUSÃO

Linhas escritas com paixão
Outras apenas com sorriso
Porque hei-de pedir perdão?
Escrevo simples é só isso.
De tudo se tira lição
Tenho motivo para escrever
Combato a solidão
As palavras vêm
pra mim a correr.
E eu saio triunfadora
Mesmo não tendo talento
Logo me chega sem demora
Um poema para meu deslumbramento.
Linha escrita com paixão
Ou apenas com um sorriso
Porque hei-de pedir perdão
A quem faz de mim juízo?
Como tudo, tenho nome
e destino
Escrevo para a posteridade
Desculpem se desatino!
Mas o meu tema é a saudade.
Sou Poeta trago ilusão...
Trago um pouco de loucura
Hipocrisia é que não!
Vivo a vida à procura
De encontrar uma razão.
Faço a minha travessia
Entre o sonho e a vida
Até que um dia a morte me espia.
Fazendo de mim a presa preferida.
Porque hei-de pedir perdão?
Deixem que os estames das flores
germinem na minha mão.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
OH... MALDITO POETA!

Louco como ave inquieta
Que não cansa de gorgear
Oh! Que maldito Poeta...!
Que à Eternidade quer passar.
Canta às vezes com voz triste
Anda em fracos versos iludido
Cativo, deles não desiste!
Conhece a desventura do poema perdido.
Vai sonhando, tomando notas
Todas de sonho e utopia
Perdido por ilhas ignotas
Buscando inspiração para a poesia.
Morre a cada instante vencido,
sofrido,
e a palavra vive ali defronte
diante dos olhos seus.
São pérolas, são sóis
Mas a memória desvaneu.
Ora vive no crepúsculo,
ora no resplendor...
É esta a sua forma de cruz
o seu amor
a sua luz.
Chega a odiar-se
Querendo rasgar o infinito
Por um poema maior
Um grito,
lhe sai do coração!
Sombras, sonhos. ilusão, desilusão.
Maldito Poeta...Mas,
Poeta que desiste, isso é que não!
natalia nuno
rosafogo
imagem do blog imagens para decoupage
domingo, 12 de fevereiro de 2012
DIRIJO-VOS A PALAVRA

Dirijo-vos a palavra com a ilusão
de que me entendeis
Palavra que é arrancada
De dentro do coração.
Fantasia,
de quem passa sozinha o dia
e se põe a cismar...
Hoje tenho o silêncio do entardecer,
Côr sangue vivo a sangrar
O olho...com saudade de o voltar a ver.
Esqueço tudo, nesta magia silenciosa
E o tempo roda ligeiro,
sorrateiro...
E a vida vai-se impiedosa!
Amanhã há-de nascer um novo clamor
E a minha memória será ligeira
como ave do céu,
não se negará a relembrar o amor
que de novo se acendeu.
Oiço o sussurro da água corrente
E surge a nostalgia da idade feliz
E um sentimento bem diferente
a saudade que me diz:
Como estás envelhecida!
Cheia dos sinais da vida.
Mas as flores hão-de reflorir
os pássaros hão-de de novo gorgear
Novo amanhecer há-de vir
O sono hei-de vencer!!
Meu rosto há-de me agradar
E a minha palavra alguém irá entender.
natalia nuno
rosafogo
sábado, 11 de fevereiro de 2012
POEMA DE MARIA ANTONIETA
Numa página em branco
escrevi uns rabiscos
Palavras simples
como simples somos tu e eu
E nessa simplicidade
nasceu a nossa amizade.
Nessa amizade partilhamos
palavras de desabafo
de viagens conseguidas
de imagens já vividas
de tristezas e alegrias
de noites e muitos dias
do marido, filhas e netos
de todos os nossos afectos
sem esquecer a poesia
pois foi nela que um dia

afinal nos encontrámos.
De tudo nós falamos
De tudo desabafamos
E nossa amizade perdurará
até que o sol se apague
no entardecer dos nossos dias.
POEMA
DA MINHA AMIGA IRMÃ ...MARIA ANTONIETA OLIVEIRA.
NATÁLIA NUNO
PESA-ME A ALMA na aldeia
POEMA
DA MINHA AMIGA IRMÃ ...MARIA ANTONIETA OLIVEIRA.
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