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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

POESIA QUE SOU



A poesia é a minha infinita
liberdade
Onde falo de vida , de morte
de alegria de tristeza
Falo de tudo um pouco à sorte
Falo da saudade
Do amor e sua beleza
A força me surge do pensamento
E sofro porque escrevo sentimento.

A poesia é o meu chão
o meu espaço
Esqueço até da vida as dificuldades
É a minha ilusão,
O fogo da minha imaginação
O meu cansaço
O rumo das minhas saudades.

A poesia é o meu desejo,
a minha ansiedade
A minha realidade,
O meu sonho incompleto,
A minha terra o meu céu
A poesia sou eu!

A poesia é o ar que respiro
Que guardo nos confins do coração
É a minha ambição
Por ela deliro.
E eu sou toda inquitação
Se não me sai na perfeição!

A poesia dorme sobre o meu peito
Eu a sinto a toda a hora
Com ela me realizo e deleito
Estará comigo até ao destroçor
da memória.

rosafogo
natalia nuno

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

SOU POETA, TRAGO ILUSÃO

damas vintage


Linhas escritas com paixão
Outras apenas com sorriso
Porque hei-de pedir perdão?
Escrevo simples é só isso.
De tudo se tira lição
Tenho motivo para escrever
Combato a solidão
As palavras vêm
pra mim a correr.

E eu saio triunfadora
Mesmo não tendo talento
Logo me chega sem demora
Um poema para meu deslumbramento.
Linha escrita com paixão
Ou apenas com um sorriso
Porque hei-de pedir perdão
A quem faz de mim juízo?

Como tudo, tenho nome
e destino
Escrevo para a posteridade
Desculpem se desatino!
Mas o meu tema é a saudade.

Sou Poeta trago ilusão...
Trago um pouco de loucura
Hipocrisia é que não!
Vivo a vida à procura
De encontrar uma razão.
Faço a minha travessia
Entre o sonho e a vida
Até que um dia a morte me espia.
Fazendo de mim a presa preferida.

Porque hei-de pedir perdão?
Deixem que os estames das flores
germinem na minha mão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OH... MALDITO POETA!

Four Vintage Ladies


Louco como ave inquieta
Que não cansa de gorgear
Oh! Que maldito Poeta...!
Que à Eternidade quer passar.
Canta às vezes com voz triste
Anda em fracos versos iludido
Cativo, deles não desiste!
Conhece a desventura do poema perdido.

Vai sonhando, tomando notas
Todas de sonho e utopia
Perdido por ilhas ignotas
Buscando inspiração para a poesia.
Morre a cada instante vencido,
sofrido,
e a palavra vive ali defronte
diante dos olhos seus.
São pérolas, são sóis
Mas a memória desvaneu.

Ora vive no crepúsculo,
ora no resplendor...
É esta a sua forma de cruz
o seu amor
a sua luz.

Chega a odiar-se
Querendo rasgar o infinito
Por um poema maior
Um grito,
lhe sai do coração!
Sombras, sonhos. ilusão, desilusão.
Maldito Poeta...Mas,
Poeta que desiste, isso é que não!

natalia nuno
rosafogo
imagem do blog imagens para decoupage

domingo, 12 de fevereiro de 2012

DIRIJO-VOS A PALAVRA




Dirijo-vos a palavra com a ilusão
de que me entendeis
Palavra que é arrancada
De dentro do coração.
Fantasia,
de quem passa sozinha o dia
e se põe a cismar...
Hoje tenho o silêncio do entardecer,
Côr sangue vivo a sangrar
O olho...com saudade de o voltar a ver.

Esqueço tudo, nesta magia silenciosa
E o tempo roda ligeiro,
sorrateiro...
E a vida vai-se impiedosa!

Amanhã há-de nascer um novo clamor
E a minha memória será ligeira
como ave do céu,
não se negará a relembrar o amor
que de novo se acendeu.
Oiço o sussurro da água corrente
E surge a nostalgia da idade feliz
E um sentimento bem diferente
a saudade que me diz:
Como estás envelhecida!
Cheia dos sinais da vida.

Mas as flores hão-de reflorir
os pássaros hão-de de novo gorgear
Novo amanhecer há-de vir
O sono hei-de vencer!!
Meu rosto há-de me agradar
E a minha palavra alguém irá entender.

natalia nuno
rosafogo

sábado, 11 de fevereiro de 2012

POEMA DE MARIA ANTONIETA

Numa página em branco
escrevi uns rabiscos
Palavras simples
como simples somos tu e eu
E nessa simplicidade
nasceu a nossa amizade.
Nessa amizade partilhamos
palavras de desabafo
de viagens conseguidas
de imagens já vividas
de tristezas e alegrias
de noites e muitos dias
do marido, filhas e netos
de todos os nossos afectos
sem esquecer a poesia
pois foi nela que um dia
afinal nos encontrámos.
De tudo nós falamos
De tudo desabafamos
E nossa amizade perdurará
até que o sol se apague
no entardecer dos nossos dias.


POEMA

DA MINHA AMIGA IRMÃ ...MARIA ANTONIETA OLIVEIRA.


NATÁLIA NUNO
PESA-ME A ALMA na aldeia





POEMA

DA MINHA AMIGA IRMÃ ...MARIA ANTONIETA OLIVEIRA.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SERENEM...SERENEM...!

damas vintage

Não me julguem, nem me condenem
Trago o coração cheio de frio
Serenem...serenem...!
Que minha voz está por um fio.
Talvez regresse na primavera
Mas esse tempo já não será o meu
Também o jasmim espera
cuidar do odor seu.

Não se pode reduzir a distância
O que lá vai passou...
Visita-me ainda a infância
óh minha mãe triste estou!
Te escuto no vento mágico que ocorre
Nesta tarde... manso e invasor
Tudo morre, tudo morre!
Menos por ti...o meu amor.

Tudo é tão belo, porém triste
Oculto em meu coração
Não abandono a esperança
que existe
E na dor te dou a mão.
Onde encontro consolo ainda
quase...quase menina,
para encurtar a distância
volto ao regaço da infância

Agora que o sol declina...

Eu sonho...ao mesmo tempo choro
 e canto
E em solidão acesa
Hoje me sinto ainda tua princesa,
Enquanto durar o sonho..por enquanto!

rosafogo
natalia nuno

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SILÊNCIO

Four Vintage Ladies

Voou amor o meu brilho
Cerro os olhos ao presente sombrio
Esqueço o sonho sigo o trilho
E ao viver não renuncio.
Trago a mente povoada de salgueiros
E o vento é flauta de encantar
Sonho amanhãs como primeiros,
na margem da lembrança a chegar.

Cabelos soltos à velocidade das horas
Andorinhas riem e choram
Também volto a rir e a chorar
Chega a noite sem demoras
Assim te quero, mas demoram!
Teus braços pra me abraçar.

O amor do sonho se alimenta
Passa a tarde, chega a lua,
passa a tormenta...
Passa a saudade, chega o desejo
de ser tua.
E os jasmins no seu odor descuidado
Esquecem o perfume no ar derramado.
Durmo nos teus braços, agora segura
Enquanto semeias palavras de amor e
ternura.

O sol esforça-se por romper
E os dias vão tecendo,
minha voz mais tímida, vacilante
E no rio do meu entardecer,
o sol vai morrendo
instante a instante...

natalia nuno
rosafogo