
Dirijo-vos a palavra com a ilusão
de que me entendeis
Palavra que é arrancada
De dentro do coração.
Fantasia,
de quem passa sozinha o dia
e se põe a cismar...
Hoje tenho o silêncio do entardecer,
Côr sangue vivo a sangrar
O olho...com saudade de o voltar a ver.
Esqueço tudo, nesta magia silenciosa
E o tempo roda ligeiro,
sorrateiro...
E a vida vai-se impiedosa!
Amanhã há-de nascer um novo clamor
E a minha memória será ligeira
como ave do céu,
não se negará a relembrar o amor
que de novo se acendeu.
Oiço o sussurro da água corrente
E surge a nostalgia da idade feliz
E um sentimento bem diferente
a saudade que me diz:
Como estás envelhecida!
Cheia dos sinais da vida.
Mas as flores hão-de reflorir
os pássaros hão-de de novo gorgear
Novo amanhecer há-de vir
O sono hei-de vencer!!
Meu rosto há-de me agradar
E a minha palavra alguém irá entender.
natalia nuno
rosafogo





