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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

FALSA RESIGNAÇÂO


Hoje fiquei no silêncio murada
Apoiei o rosto na palma da mão
Avaliei a Vida passada
E do futuro fiz adivinhação.
Enfadonha a memória
Sempre conta a mesma história.
E sempre a mesma sentença
Que o futuro, não é minha pertença.

Confesso que  faço de conta
Ignoro até se no Mundo ando
Vai a Vida já a uma ponta!
E o coração não comando.

Vejo ao longe a minha estrada
Sento-me na berma a descansar
Do futuro não sei nada
Do passado nem quero lembrar.
Mas afirmo a minha vontade
Ainda que o tempo me seja alheio!
Levo comigo a saudade
Procuro viver sem receio.

Do rosto que reflectia o espelho
A memória o vai apagando!
Se meus olhos o acham velho?
Vão meus olhos se habituando.

natalia nuno
rosafogo
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NINGUÈM VÊ



A vida é um jogo
vazio de emoções.
Dias passados
Palavras desbotadas
Logo...logo...
Surgem contrárias opiniões
Gastas de significado.

Surgem tristezas impensadas
Alegrias?! Desaparecidas!
Gargantas empoeiradas.
Ilusões adiadas.
Promessas esquecidas.

Que é feito de mim?
A Vida tráz-me o quê?
Se em momentos assim
Ninguém vê:
Que me alheei de tudo!
Esqueci tudo ao derredor
Meu Mundo ficou mudo
Estou em declíneo como a tarde
Ao meu redor...
Só a saudade!

rosafogo
natalia nuno

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ATÈ QUANDO?


O teu pôr do Sol
Ainda brinca na minha face
Volvendo quase tudo à minha lembrança
Não deixa que o tempo passe
Sonho-me ainda criança.

Lembranças,
âncoras onde eu aporto
Sinto da terra o odor
E exorto!
Sinto da terra o cheiro do amanho
Sinto o serenar duma noite de calor
Com os pirilampos em rebanho.
Errando pelas hortas,
A horas já mortas.

Seria Agosto? Ou Setembro?
Pela poeira do caminho...
Era Setembro, eu lembro!
Esta lembrança obstinada
De lembrar a terra amada.
Com todo o meu carinho.
Minha terra de alfazema
e rosmaninho.

Sonho contigo noites a fio
Sonho com o serpentear do teu rio
Lembro o sol ainda medroso
Nascendo atrás das casas
E eu esticando o pescoço
Querendo abrir minhas asas.

Ainda hoje rezo ao Stº António
E lembro o baile improvisado
Ali conheci aquele demónio
Que me deixou de namoro adiado.

Eu lhe fiz tanta promessa
Coisas da Mocidade!
Que agora ainda regressa
De quando em quando a saudade.
Vivo e assim vou lembrando hoje
Que o ontem já se acabou!
E já a Vida me foge...

Mas o sol ainda espreitou.

natalia nuno
rosafogo
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SINAIS



Amo... amo o som do mar
Amo as pedras da lareira
A agitação das folhas da macieira
E a voz do vento atravessando o pomar.
Este sonho não sabe o que eu receio
Nele sou uma lagarta adormecida
Mas esta ideia me veio
Voltar de novo à Vida.

A gritar ou a sofrer
A rastejar ou a voar!
Para não ter que morrer.
Vou amar...amar...amar!

Ouço o canto do vento
Ele sopra, eu fico sequiosa
Por um pouco de silêncio imploro
Me lamento...
Nesta aspereza ventosa.
Carrego meu sonho e choro.

O céu está carregado de negro
E o mar todo ele se agita
Neste sonho descubro o segredo
Minha alma grita
E eu a abro de par em par.
Vou amar...amar...amar.

A Vida sinais me dá
Que me aquiete, que não tema,
Que o sonho mau passará
E já nada minha vida desordena.

rosafogo
natalia nuno
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

MELANCOLIA SERENA



Estremecem papoilas ao vento
Insinuam-se na imensidão dos prados
Há borboletas felizes no meu pensamento
E reflexos de luz na alma aos brados.

Luz que se oferece para me conduzir
Borboletas  batem silenciosamente
Na manhã que nasce,
na noite que há-de vir?
A tristeza se espalha no sol poente.
No frio da alma
Cresce a emoção,
e o musgo é verde,
Em meu coração.

Meus olhos são janelas cerradas
Ruas silenciosas, portas fechadas
No meu coração há o crepitar duma brasa
Fico atenta ao que ouço e que vejo
E num golpe de asa
Sou Poeta, que capta o odor da flor
e o eco do desejo.
Crio meu Universo de fantasia
e amor
Onde tudo floresce e se anima
Dia após dia.

Há lilases que a mim se abraçam
Jasmins que a mim se entrelaçam,
com um perfume que vem de cima
É DEUS que me estende as mãos e sorri!
E eu Lhe agradeço por tudo que vivi.

natalia nuno
rosafogo

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FANTASIEI



E já se abre esplendoroso o dia
Mais um que não se compadece
Indiferente, todo ele harmonia,
mas esquece,
A malha apertada,
a garra afiada
Com que me rasga a alma,
fere o coração,
E retira meu próprio chão.

E o dia de ontem, onde está?
Se foi... pálido como lume!
Eu sem um murmúrio, um queixume
E o amanhã se aproxima já.

Terei eu doutro tempo vindo?
Tempo que está p'ra mim sorrindo?
Fantasiei,
meu tempo foi  ontem e é hoje
Meu tempo, é tempo que me foge.
Dormitei e sonhei...
Voltei a ser criança de verdade
Acaba o dia não mostra arrependimento
Me devolveu a saudade
Levou todo o meu alento.

E minha alma coitada,
Só de ilusões agora vive
Parecendo noiva enfeitada
Rememora amores que tive.

natalia nuno
rosafogo

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

TEMPESTADE DE SENTIMENTOS



Adoro o mar, as aves
os ventos ,as tempestades!
Lembro uma ciança,
sem haver crescido
E morro de saudades,
que me trespassam o coração.

Porque a terei perdido?
Se ainda hoje lhe dou a mão?

Fechei-a num recanto da memória
Faz parte de mim, da minha história.
A vida tornou-se combóio,
com a amargura da partida
Onde a última paragem
da viagem
É ainda  e sempre desconhecida.

Há em mim sempre
um desejo pungente!
E apesar da saudade...
Há vontade p'ra seguir em frente.

Sinto no peito grande palpitação
Com a força da ondulação do mar
Sinto que nada foi em vão!
Mas trago um pedaço de gelo
partido,
sofrido, no coração,
Sinto-o a avançar, a recuar
Talvez, por não o ter ouvido.

E soluços que já não sei soltar.

natalia nuno
rosafogo