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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ESPELHO MEU




Espelho meu que me deformas
Ou fazes de mim pura invenção
Te desprezo. Não me conformas!
Vou partir-te em mil, pela traição.

Já não me surpeende o que em ti vejo.
Tens qualquer coisa de tempo revolto
Passaram sóis e luas tempo malfazejo!?
Que me retém num laço,donde não solto.

Se vivo ou morro, ou caio por terra
Ou se imploro, pedindo socorro...
Nada fazes por mim, apenas guerra!

E nesta dor, nem sei se rir ou se chorar?!
Quem tanto teve, nada tem!? Apenas morro!
Não serei mendiga, nem queixa vou murmurar.



rosafogo
natalia nuno

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ILUSÃO




Um pouco de tudo
Um pouco de nada
Um viver de veludo
E a rosa murchava.
O Amor onde está?
Partiu para o exílio?
Já pouco lhe dá!
Nem vem em auxílio.

O tempo é agora
Tempo de saudade
Foi-se o tempo é  hora
Lembra a mocidade.

Entrega e paixão
Crença e descrença
Dita o coração
E a cabeça não pensa.
Só quem não implorou
Quem  nunca sofreu!
Ou quem não amou
Versos não escreveu.

É assim que escrevo
E sempre escrevi
Sou poeta e levo
Saudade de mim
E amor por ti.


natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PESA-ME A ALMA




Pesa-me o dia
Pesa-me a Vida
Que goteja fria
Na quietude das horas
Fico perdida
Se te demoras.

Pesa-me o silêncio
deste ermo quieto
Fica o meu coração
Num bater inquieto
O Mundo a girar
Conturbado
Rosto a definhar
Calado.

Já tudo se acaba
A alma me pesa,
Resignada
Sobre mim desaba
lágrima derramada.
Arde uma última chama
O céu é azul ainda
Já a Vida me trama
E a palavra finda.

Meu dia ruim
Tu demoras!
Quem me ama?
Solitária em mim
Arde a última chama
Pesam-me as horas.

rosafogo
natalia nuno

HORIZONTE



HORIZONTE

A Vida é uma viagem
Com príncipio meio e fim
Já sou nela uma miragem
Poucos se lembram de mim.

A Vida é feita de rupturas
De esperanças e fragilidades
Boas lembranças, outras bem duras
Também de confronto com realidades.

A Vida tráz-nos sabedoria
Cura velhas feridas, aponta alternativas
Acrescenta ao vivido sempre mais um dia
É bom nesta viagem  sentirmo-nos vivas.

natalia nuno
rosafogo

Imagem retirada do blog - imagens para decoupage.

sábado, 22 de janeiro de 2011

MEUS OLHOS ME CHORARÃO

MEUS OLHOS ME CHORARÃO

Abro as janelas dos meus sentidos
Meus olhos se afastam,
já dizem adeus
aos caminhos percorridos,
aos sonhos que foram meus,
à dor que trago nos sentidos.
Já nada sobra da Primavera
Apenas gestos repetidos
neste Inverno.
Quem dera regressar, quem dera!
Nada há para lá dos olhos, à espera.

Soltam-se as palavras da boca
Acaricio lembranças à toa
Migalhas, migalhas, coisa pouca!
Miragens, já que o tempo não perdoa.

Abri a janela dos sentidos
Para que minha alma se enchesse de céu
Para que o vento a abraçasse
com paixão
E soasse aos meus ouvidos
Nesta noite de bréu
Um grito saído do meu coração.

Meus olhos me chorarão!

natalia nuno
rosafogo

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

QUANTO TEMPO, QUANTO?

QUANTO TEMPO, QUANTO?

Há quanto tempo, quanto?
Pergunto eu desvairada
Assim se esvai meu encanto
Amparo desta caminhada.
Por onde andam os pensamentos
E esta tristeza que não se cala?
A vida não pode ser só tormentos
Sofro de fé, esta fé que não abala.

Por que destino incerto me perdi?
E os anos, os anos são eles tantos!
Falei de amor, falei de dor, entardeci
Quantos são os anos, quantos?

O tempo é agora de saudade
Tempo que corre da nascente à foz
Já me perdi na idade
Trago entaramelada a voz
Já sou tão pouco, quase nada
Já me apanha o tempo veloz.

Faço um balanço pelo caminho
De todo o passado que vivi
Somo o perfume do rosmaninho
E subraio o que sofri.
Meus versos são minha arma
Já me conhecem de cor
Nada nem ninguém me desarma
Sabem que à vida tenho amor.

Eles são minha linguagem
Há quanto tempo, há quanto?
Fazem de mim mulher coragem
São sonho que eu acalanto.

natalia nuno
rosafogo

UMA DECLARAÇÃO DE AMOR




(Poema dedicado a Natalia Canais)

UMA DECLARAÇÃO DE AMOR

Por tudo que me deste
Por tudo que me dás
Por aquilo que não deste e não dás
E eu sonho que podes dar
Humildemente
Só te posso venerar!
Também dás e tiras
Com crueldade
E para sempre
Deixando-me a sangrar…
São ganhos e perdas
Lágrimas e sorrisos
Amor e dor
E nesse antagonismo
Eu caminho
Por caminhos suaves e rudes
Na brisa do empirismo!
Olho o mar…que imensidão…que energia…
Nele me abraço e fico com o sal nos lábios
Carícia empolgante que rejuvenesce…
Olho o rio…como desliza ou corre para o mar
Os olhos captam o belo que me empolga
E ao anoitecer minha alma humedece…
Que dizer das frondosas matas
Das pequenas flores aqui e ali
E do mistério de fecharem
As pétalas quando anoitece?
E o canto dos pássaros
As pinceladas diversas das nuvens
Em farrapos flutuando nos píncaros!
Ah vida!?...
És um manancial propulsor de emoções
Suaves e viscerais…
Fico estonteada pela excentricidade
Dos aromas desiguais!
Tanto tens de sublime para eu usufruir
Que me diminui e me eleva
Que me constrói e destrói
Que é uma energia insofismável
Paixão absorvente
Seiva misteriosa e desconhecida
Ardor envolvente!
O bater do meu coração…
Por tudo eu amo o mistério
Que tu és e serás, e te adoro VIDA!..

Marisa Soveral - jan-2011
 
Hoje tive esta bela surpresa, da Poetiza amiga Marisa Soveral
fiquei feliz e sem palavras capazes para agradecer.
Obrigada Marisa