palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
TROVAS (À AMIZADE)
TROVAS (À AMIZADE)
De quem de mim se esquece
Logo saudades trago comigo
No meu peito nunca arrefece
Amizade sentida por um amigo
Amigo, agora, é peça rara!
Talhada por uma mão com arte
De tão rara se torna cara...
Não se encontra em toda a parte.
Não se dê por descontente
Quem tem um amigo por perto
Só quem não tem é que sente
Que Vida sem ele é um deserto.
Um amigo nunca é esquecido
É alguém que nos estende a mão
Vive nossos sonhos, enternecido
Chora conosco momentos de aflição.
A amizade é sentimento nobre
É a mais bela flor dum jardim
Que importa se somos pobre?!
Basta amizade,é tudo p'ra mim.
De rima pobre, rimo com graça
Mínha alma simples tem o condão
De deixar rimas a quem passa
E nelas a amizade e o coração.
rosabrava
(Trovas antigas), há alguns anos apenas escrevia trovas, atrevo-me a deixá-las, espero sejam bem recebidas, tudo passa de moda, e elas também cairam em desuso, mas serão sempre a voz do Povo.
sábado, 9 de outubro de 2010
PERDIDA
PERDIDA
Quando a aurora vier
E por aqui não me encontrar
Digam-lhe que vou partir
P'ra me esquecer!
Que não irei voltar.
Esperança pelo chão espalharei
Na esperança de não me perder
E só eu sei, o que passei,
Vendo os anos a correr.
Levarei saudade pela mão
Enquanto no peito,
bater o coração.
Levo também algum desgosto
Avivado nesta hora
Nas rugas deste meu rosto
Vou andando, vou-me embora.
Levo também um gemido
Que chorei algum tempo atrás
Reguei meu rosto sentido
Quero esquecer e não sou capaz.
Cansei de palmilhar caminho
De tanto sol e vento nele havido
De tantos dias ter cumprido
Cansado meu coração é velho moinho.
Colhi rosas, cardos e também espinhos
E hoje ao relembrar sinto saudade
Cansada de palmihar caminhos?!
Ainda assim, grangeei a liberdade.
Meus passos me atraiçoam já
Me estorvam de regressar e partir
Quando a aurora vier por cá?!
Digam-lhe que fui...
para sempre dormir.
rosabrava
natalia nuno
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
TROVAS (1º BEIJO)
TROVAS (1ºBeijo)
Ai, o beijo,o primeiro lembro
Até a lembrança dele demora
- Foi ousado, era Setembro!
- O atrás, é desejo agora...
Ai,senti bater meu coração
Dentro do peito num anseio
- Só de pensar em tua mão
Dentro da roupa em meu seio.
Ai, a medo dei-te o primeiro
Daí a pouco dei-te o segundo
Fiz do teu colo travesseiro
E esqueci o resto do Mundo.
Ai, tanta dor se apregoa...
Tanta dor! Tanta fartura
Mas aquela dor que doa?!
Só do Amor a desventura.
- Ai, a mão dum trovador
Que vai escrevendo embalada
A ternura dos beijos de Amor
Quando a Vida já leva cansada.
natalia canais
rosabrava
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A LÁGRIMA MOLHA A FOLHA
A LÁGRIMA MOLHA A FOLHA
A lágrima molha a folha com saudade
Ela me sobe do coração ao olhar
Despediu-se faz tempo de mim a mocidade
E as primaveras que o tempo soube roubar.
Agora o sol se põe, pálido, triste, quase distraído
Deixando-me prisioneira a pensar, em tempo ído.
Longe, como quem impede minha razão
Querendo deixar-me num poço às escuras
Onde meus olhos se perdem nos rios do coração
Procurando ainda por restos de ternuras.
Ah... eu sei que não escrevo com finura
Nem ponho pó de arroz no rosto
Mas tenho ainda do povo a ternura
Falo tal como ele, tanto a meu gosto.
E há em mim uma torrente de vida
Imensa, onde o sonho é poesia e se faz rio
Os sentimentos são riso, ansiedade, luz embravecida
São bagos de romã, amadurecidos em campo bravio.
rosafogo
natalia nuno
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DO SONHO FAREI MORADA
DO SONHO FAREI MORADA
Perdi-me por aí, que fazer agora?
Tudo no meu peito arrefeceu
Já minha alegria foi embora
Ou talvez só adormeceu.
Choro p'lo tempo que não pára
Choro a noite que segue o dia
E esta saudade que não sára!?
E nem a dor me alivia.
Choro a Primavera perdida
Choro às vezes sem razão
Mas hoje voltei à Vida
E saí da solidão.
Meu caminho é este gume afiado
Para trás a saudade e eu esbatidas
Deixo o passado deitado
E as lembranças adormecidas.
Porque hoje só quero sorrir
Quero meu coração ainda quente
O tempo não existe, não pode existir
Não deixo que o sonho fique de mim ausente.
Do sonho farei morada
Vou me libertar,
Esvoaçar
Ainda que meu vôo seja pouco mais que nada.
rosafogo
natalia nuno
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
SE O RELÓGIO PARAR
SE O RELÓGIO PARAR
Enquanto na luz dançam grãos de poeira
E o relógio taquetaqueia
Eu medito cansada e absorta
Sentada, com o livro à minha beira
Haja quem leia!
Que hoje não leio nada, estou morta.
Estou o tempo a controlar!
Ele que tanto me contraria
Mas se o relógio parar
E a poeira assentar
Talvez escreva poesia.
Não faço ideia da hora
A Vida está toda na minha mente
Agora até ela me ignora
Me dá sempre uma resposta diferente.
Gosta de me desencorajar
E o relógio continua a taquetaquear.
À minha frente minha chávena de chá
Olho fixamente a janela
Sózinha! Tanto se me dá!
Que ninguém se aproxime dela.
Escrevo meias palavras e ao de leve!?
Bebo meu chá, e um suspiro me susteve,
de dar um grito, prefiro a serenidade
Assim me deixo na sombra da tarde.
E o tempo tanto me contraria
Mas o relógio parou
A poeira assentou
E eu escrevi esta poesia.
Poesia de saudade!
natalia nuno
rosafogo
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
NASCEU UM POEMA
Enfrenta o tempo e a tempestade
Resiste, mesmo apertado segue adiante
Barco à deriva num mar de saudade.
São meus sonhos searas à mercê dos ventos
Meus poemas filhos por nascer
Sinto-os nas entranhas, ouço-lhes os lamentos
E aguardo o momento de ao Mundo os trazer.
E assim vou moldando seus passos,
Segundo minha visão
Acrescento-lhes mais umas gotas de medos
Alguns cansaços
E para tapar buracos no casco, a solidão.
Finalmente o desespero que meu rosto esconde
E meus olhos que se perdem sabe-se-lá por onde.
Vida inteira e uma mão cheia de nada
Hoje acordei vazia e assustada
Restos dum sono desassossegado
Palavras à volta na boca
Meu coração acelerado
Agarrando-se à vida que já é tão pouca.
Mais um poema é puxado para fora da mãe
E eu pouco sei do seu nascimento
Mas sendo mãe passam as dores, fico bem
E a minha dor se tranforma em amor neste momento.
O nascimento?
É íntimo e doloroso!
E mais um milagre me parece...talvez curiosidade?!
Dentro de mim a chave... a saudade!
rosafogo
natalia nuno

terça-feira, 21 de setembro de 2010
PORQUE ME OLHAM?!
PORQUE ME OLHAM?!
Um pouco de tudo, um pouco de nada
Vou à frente, vou cansada.
Espero a vez...
Porque me olham? Ah sei... talvez!?
Porque nenhum de vós conhece a caminhada.
Cada dia é um milagre a acontecer
E o coração começa a apertar-se
Mas eu quero escrever, escrever...
Até sentir a morte a mim a chegar-se.
Vai longe o passo da partida
Aproxima-se o passo da chegada
Caminhei tão distraída!?
Que cheguei em menos de nada.
Trago comigo a dor da saudade
Mas enquanto escrevo sou imortal
Mesmo agora que já é tarde
Escrevo, escrevo e afasto o mal.
Escrevo, ignoro para quém
Escrevo palavras despretenciosas
Quem sabe não haja alguém!?
Que sinta nelas o odor das rosas.
Eu sei que vivo de ilusões
Mas trago ainda a coragem
Ao escrever, passam todas as aflições
E até esqueço que estou de passagem.
Esta escrita não me dá tréguas, tenho de escrever
Podeis até rir à vontade
Hei-de escrever até morrer
Depois? Depois podeis tudo rasgar!
Enquanto me der saudade
De tudo quanto amei e hei-de amar
Cantarei, até à loucura,
Tal é minha necessidade.
Desta doença sem cura.
rosafogo
natalia nuno
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
FAZ TEMPO!
Faz tempo!
Faz tempo fiz dois corações
Na casca rugosa dum pinheiro
Entrelaçados de ilusões!
Vivos, dum amor primeiro.
Hoje ao ver-me, envelheci
Da juventude, o que ficou?
Olhei o espelho não me reconheci
P'ra saudade me atirou.
Num coração teu nome deixei
No outro o meu escrevi
Hoje de nostalgia, viverei!
Lembrança é o que resta de ti.
O pinheiro está em ruina
Uma hera atrevida se lhe enleou
É a lua que os corações ilumina
Disse-me um passáro que ali passou.
Faz tempo,muito tempo,
Fiz dois corações
Na casca rugosa dum pinheiro
Era então a idade das ilusões
Queria dizer ao Mundo inteiro
Que aquele amor primeiro!?
Não era só ilusão, não!
Era um amor verdadeiro...
Que não cabia num só coração.
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domingo, 15 de agosto de 2010
MAIS UMA VEZ
MAIS UMA VEZ
Momentos felizes, não deviam acabar!
Seria bom o tempo poder parar.
Mais uma vez
Reúno minhas lembranças
As ultimas talvez?!
Mas meu presente é marcado de esperanças.
Lá no fundo, bem fundo
Esperanças ao final da tarde
Da memória faço meu mundo
Nele viajo com a saudade.
Deixo-me neste território estranho
Aqui minha alma se sente inspirada
Me percorre um frémito tamanho!?
Que da poesia me sinto enamorada.
E ela brota e não resiste!
E sempre que a tristeza me ronda
Ou a minha alma está triste!?
Não há nada que não me esconda
Para que a tristeza vá embora
E meu suspiro seja apenas na hora.
Assim prossigo o caminho
Hoje tudo é leveza
Como as penas dum passarinho
Em liberdade na natureza.
Não terá a esperança murchado
No coração do Poeta há harmonia
Que nem o tempo terá esmagado!?
Seu canto de saudade
É sentimento a cada dia.
rosafogo
natalia nuno
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
FITA DE VELUDO ENCARNADO
FITA DE VELUDO ENCARNADO
Á noite a terra parece vazia
Deserta, mas de luar coberta
E em mim uma estranha melancolia
Hoje me sinto inquieta, saudosa
Num tempo infantil de pureza
Recordo minha mãe jovem, mimosa
Ah... mas é apenas um sonho concerteza.
Um sonho que depressa se desfaz
Tudo o que perdi está em mim ancorado
Neste sonho sorrio e encontro paz
Embora o caminho nem sempre de rosas semeado.
Mas o passado é fonte de vida
Exige minha atenção,
Hoje nada mais, nada mais, só há uma saída
Deixar-me neste tempo, sem duração.
Deixar-me nesta minha verdade
Recordar o bibe branco bem lavado
Os caracóis pretos, com saudade
Atados com fita de veludo encarnado.
natalia nuno
rosafogo
domingo, 8 de agosto de 2010
SEMPRE À MESMA HORA
SEMPRE À MESMA HORA
Da mesa onde escrevo
Sempre à mesma hora
Vejo o sol morrer e levo
O olhar envolvido nesse mistério, agora...
Surge a luz nocturna e fria
Bate o coração dentro de mim
Indiferente a qualquer outro sentir
Assim... apenas o ruído da vida, neste dia
É ver o Sol partir.
Saio dos meus pensamentos
E ao regressar estou renovada
Deixo para tras lamentos
Sou feliz com pouco mais que nada.
Travo às vezes duelo com a vida
Nem sempre saio vencida
Ou vencedora!?
Houve um tempo inteiro
Nada restaria se prodigiosa a mente
não fora.
Fim de tarde
E tanta ainda a luminosidade
Dou comigo de expressão parada
Num abandono quase perfeito
No meu rosto sinais de nada
Mas uma saudade presente no peito.
Senhora das faculdades minhas
Embora parecendo ausente?!
Minhas lembranças são campainhas
A embalar-me o peito docemente.
rosafogo
natalia nuno
sábado, 31 de julho de 2010
DO QUE FUI SOU A SAUDADE
DO QUE FUI SOU A SAUDADE
Eu,sou aquilo que sou.
Que nem eu sei descrever bem!?
Só sei que a Vida passou.
Por mim com algum desdém!
Já não sou folha viçosa.
Sou lágrima dum adeus!
Mas já fui rosa, e que rosa!?
Apagaram-se olhos meus.
Sou então aquela que fui!?
Digo sem receio nem agravo
Sou como tudo o que rui.
Mas já fui livre que nem ave!
Fui labareda ao vento,
Fui chama que ateou...
Hoje só espero o momento
De perceber quem ainda sou!
Se calhar não sou ninguém?!
Ah! Do que fui sou a saudade!
Pois se houver por aí alguém?!
Me conte do que souber a verdade.
natalia nuno
sexta-feira, 30 de julho de 2010
RECORDAR
RECORDAR
A memória tem raízes profundas
Às vezes basta uma palavra, um cheiro
E ela nos leva para longe
Àquele tempo primeiro.
Fico calada a escutar
Um pássaro o silêncio rompendo
E meu peito não consegue calar
As saudades do meu lar
Vou lá voltar!Estou querendo.
Às vezes acerca-se de nós
Uma felicidade secreta
Mas que nos embarga a voz
Duma tristeza fina, csaudade dilecta.
Que se vai espalhando, nos enche o peito
E não há outro jeito!
Nem palavras para descrever a sensação
Que nos vai no coração.
A noite invade-me
A àgua desliza no rio lentamente
E a boca sabe-me
A sal da lágrima que rola impaciente.
rosafogo
natalia nuno
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sábado, 24 de julho de 2010
DESALENTO POÉTICO
DESALENTO POÉTICO
Se a multidão me bater à porta?!
Digam, digam que já estou morta
Que deixo minha poesia em pedestal
Para perdurar na memória de alguém
Perdi-me de cansaços nesta recta final
Morro a cada hora despida de memória
me sinto ninguém.
Como posso alguma coisa querer?
Trago minhas memórias em remoinho
Andou a vida a me entreter
Colocou a saudade no meu caminho.
Esta vida que me tolhe os passos
A minha liberdade é toda ilusão
Vale-me a força dos abraços
E o calor que ainda ateia meu coração.
Meus olhos perpasso pela extensão,
dum longo passado que amargo acaba
Pergunto com a mesma tristeza ao coração!?
P'ra quê a força com que a Vida amava?!
Pégadas deixarei por aí!
Amanhã, pode ser falso andar por aqui!
Se a multidão me bater à porta?!
Digam, digam que já estou morta.
natalia nuno
rosafogo
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terça-feira, 20 de julho de 2010
P'RA MIM QUE ME PERDI
P'RA MIM QUE ME PERDI
Voam os anos, subtraem-me os dias
Meus sonhos são agora inutilidade
Palavras velhas são minhas companhias
Tão velhas impregnadas de saudade.
Sinto a vida que me foge, fico amarga
Sento-me no meu tempo inventado
P'ra ver se esta dor me larga
E me deixa o dia de ilusões dourado.
Sempre o tempo a espiar-me!
Porquê este tempo a ameaçar-me?!
Deixo os cotovelos pregados à mesa
Murcha meu rosto em ânsias que explicar não sei
Afogo as horas nesta tristeza
E corro atrás de sonhos que já sonhei.
Dobro o jornal ponho de lado
Nem ler, nem escrecer me apetece hoje
É como se me tivessem as mãos amputado
Pendida a reviver a vida me foge.
Eu hoje sou nada!
E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo jà à noite pertence.
natalia nuno
rosafogo
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